25.8.06

Fotos de Louisiana

Para ver o museu, o melhor é entrar no site deles... mas vão aqui umas fotinhas nossas...














23.8.06

Michala

Ups! sumi, né? Mas foi porque conhecemos a Michala, a amiga de quem eu tinha falado, e ficamos tão ocupados que nem deu mais pra escrever...
Obrigada, José Luis de dividir essa pessoa conosco! A Michala é um amor, linda, inteligente, supercharmosa, divertida e ainda por cima fala espanhol e francês (além do inglês e do dinamarquês, claro...). E ficou pra cima e pra baixo conosco e aproveitamos pra conhecer vários amigos dela: Ben, o ex-namorado francês, as amigas Karen (um docinho...) e Stina (superdivertida!) e mais os amigos madrilenhos muito legais que elas conheceram em Ibiza no começo do verão e vieram passar uns dias em Copenhague, Carlos, Roberto e David. Entre passeios pela cidade, churrasco, praia, castelo... ficamos mais que ocupados!
Mas as fotos e mais comentários e a continuação da nossa aventura (vocês vão ver que o fim é ainda mais aventuresco!) vou deixar pra depois porque hoje temos uma festa indiana de um amigo muito querido, o Martin. Ele trouxe coisas da Índia pra vender e organizamos essa festa hoje assim tipo reunião tupperware, hehe.
Até amanhã...

16.8.06

Louisiana

Depois de muito enrolar, lavar roupa e outros afazeres domésticos de que estávamos com saudade, pegamos as bicicletas e fomos até Louisiana, um museu de arte moderna a pouco mais de 30km de Copenhaguen. O caminho é maravilhoso, primeiro à beira-mar e depois no meio de bosques ou entre a linha do trem e jardins de casas. Só que uma hora a sinalização desapareceu e nos perdemos um pouco e no fim pegamos um pouco de estrada normal.
Eu queria subir primeiro até Helsingør, o castelo do Hamlet, mas já estava muito tarde...

Pois chegamos, fizemos um rápido picnic e entramos no museu, e eu, que tenho alergia a museus, passei boas horas de deleite. O museu por si só, vazio, já podia me ocupar um bom tempo. Clique aqui se quiser ver o site do museu, em inglês.

A exposição de design de móveis é muito bonita, tanto os móveis quanto a exposição mesmo. E gostei muito de algumas coisas em vídeo: Pipilotti Rist (adorei!), Doug Aitken e Janet Cardiff e George Bures Miller, de quem compramos um dvd.

Saímos tão tarde que tivemos que voltar de trem... Estando em Copenhaguen vale muito a pena ir. E tem bilhete de trem com desconto, tipo pacote.
Agora vamos tomar um chazinho, quer?

E ops, esqueci estas...

Pausa picnic




Gatinho roubando amoras... Hummm... deu até pra fazer um bolo na casa da Leonarda e do Thomas!

E mais outras ainda...

Em Ærø...



... onde ontrariando meus hábitos covardes, fui a única que entrou na água!



Vá feliz, vê se nao é um bom nome de sorvete...



Homens trabalhando em Svendborg



E nossos cavalinhos descansando...

Mais outras

A roupa nova do imperador, em Odense...



Sob o sol de Svendborg...



Outra coisa pra fazer em Svendborg é ir tomar um café com sanduíche de bagel, especialmente o de salmao, no Cosy Café. Um casal muito simpático, que morou em Mocambique muitos anos atrás e ainda fala umas palavrinhas de português.





Tentei subir nesse rolinho aí mas foi impussívis!

Outras fotos...

Porto em Svendborg



No caminho...



Ei! Cachô!



Cais particular onde tiramos uma boa soneca, perto de Vejle. Fomos acordados por um vovozinho que veio lavar seu barco e nos contou que tinha uma baleia morando no fjord, mas ela nao veio dizer bonjour pra nós... Ficamos sem saber se era história de pescador...



À beira dum lago...

15.8.06

Bichinhos

O mundo animal é bem organizado por aqui. Primeiro, em Jylland, foram as razinhas. Do tamanho de uma falange de dedo da mao, minusculinhas, dava medo de nao ver e esmagar... Fazer xixi no mato me pareceu arriscado, ui! Ainda bem que achamos muitos banheiros públicos nessa época.
Depois, chegando a Fyn, foram as joaninhas. Nunca vi tantas! Nuvens! Sempre tinha uma pousada em um de nós, outra na barraca, outra na bicicleta, três ali naquela folha... Fica fácil ser sortudo e fomos mesmo: muitos dias de céu azul de tudo.
Em Ærø foram aranhas. À noite elas vinham em bando fazer medo na Leonarda. E de manha tinham sumido.
Depois da chuva ficou menos divertido: leeeesmas...! Enormes, pretas, gordas, nojentas. Tava difícil de pedalar sem esmagar nenhuma, irco!
Ah, sim, e quando se pode ver o mar... medusas! muuuuitas medusas, uma coisa incrível. Mas nao sao todas das que queimam. Na primeira vez em que fomos à praia umas criancas estavam fazendo uma piscininha de medusas... Pegavam com a mao e iam enchendo um burado na areia, irrrrc! E depois enfiavam as pernas e bracos dentro, iuuuurrrc!

Previsoes meteorologicas

Difícil saber que tempo vai fazer amanha, mas vamos tentar ir ao museu de arte moderna, a 30km daqui, mais ou menos. Se o tempo estiver bom, vamos de bici.
Temos também mais uma amiga pra conhecer, a Michala, amiga do meu amigo equatoriano José Luis.

Karen

Hoje pedalamos 18km até Nykøbing, debaixo de céu cinza, mas secos. A primeira chuva da manha já tinha caído. Decidimos pegar um trem pra Copenhaguen e passar os últimos dias aqui. Se fizer tempo bom, vamos fazer passeios por aqui, senao vamos tomar café e ir ao museu, que esta é uma viagem de prazer, nao é nenhum desafio! :o)

Procurando o endereço da nossa próxima morada, debaixo de chuva, comemos nossa primeira frigadeller, um tipo de bolinho típico de que já tínhamos ouvido falar... Foi um moço que saiu de dentro de uma lanchonete com uma pra cada um, dizendo "have a nice holiday!" Hehe...

Agora estamos no apartamento da Isa, minha amiga dinamarquesa. Ela foi de férias pra Turquia, mas a amiga com quem ela mora nos recebeu. E que recepção!!!! Uma mocinha linda, de trancinhas e camisa xadrez vermelha, contando um monte de histórias e assando um maravilhoso bolo de chocolate!!! Karen está trabalhando em um projeto de livro e não deixe de ver o site dela. http://hyggefactory.com/

E só o que me faltava acontecer pra me sentir em casa era estar em cima da cama escrevendo em um maczinho igual ao meu, hihi!

Fiquei orgulhosa porque ela saiu pra ver um trabalho na minha bicicleta florida, hihi. Afinal foi depois de ver as bicicletas em København que resolvi achar florzinhas pra minha cesta...


There isn't bad weather but bad clothes

Esse foi um provérbio que aprendemos no comeco da viagem e, gracas a deus, nao serviu durante vários dias. Mas de tres dias pra cá tivemos que cobrir as mochilas com lindos sacos de lixo que trouxemos para esse fim, e pedalar de havaianas, o que temos de mais apropriado pra chuva...
Saindo de Svendborg fomos para Langelland, onde nos esperavam Vagn e Lisbeth, um casal aposentado, agora ele constrói casas e ela faz jóias. Nem vale a pena ir ver as jóias em Tranekær, as dela sao muito mais bonitas.



Casa típica, perto do castelo de Tranækar



Dormimos uma noite e saímos pra dar uma volta de manha, mas o tempo já nao estava muito bom. Quando pegamos o ferry boat pra Lolland Odin abriu seu chuveiro e só foi fechar no dia seguinte de manha. Pedalamos trinta e poucos km sob a chuva e fomos parar em um tent site numa escola. Foi ótimo, eles tinham uma espécie de casinha de madeira, teto bem baixinho e sem a parede da frente, onde pudemos nos abrigar.
No dia seguinte, rumo a Sakskøbing, Odin resolveu secar os cabelos, claro! Meu deus, que vento, curuiz! Quase fiquei maluca. Difícil de respirar, de pedalar, e especialmente de continuar de bom humor. Chegando a cidade, fomos ao... treco de turismo, como é mesmo que chama em portugues? E a moca nos disse que nao tinha nada pra ver lá, haha. Tínhamos que esperar nossos anfitrioes voltarem do trabalho às 17, e nao era nem meio dia. Acabamos montando a barraca no jardim deles, ufa, mais 10 minutos de vento e eu ia morrer de mau humor!!! Pelo menos deu pra dar uma dormidinha antes de conhece-los e ser mais simpática...

Chuva em Nykøbing

À beira da estrada

Em vários lugares à beira da estrada, mesmo nas cidadezinhas ou perto de cidades maiores, volta e meia demos com uma barraquinha ou coisa parecida, vendendo coisas do local. A particularidade é que você mesmo escolhe e poe seu dinheirinho num cofrinho ou vidro de conserva. Difícil de imaginar isso em outro lugar do mundo.
O que mais se vê sao batatas. Aliás a primeira palavra que aprendemos em dinamarquês foi kartofler. Nós compramos cerejas, geléia e várias vezes tomates. Também rola uma espécie de mercado das pulgas particular, até comprei um avental de flores num deles. E o melhor foi em Ærø, uma mesa com chá, suco, biscoitinhos. No vidrinho de dinheiro tinha também muitos bilhetinhos que as pessoas deixaram.



14.8.06

Knud



Se um dia voce for a Svendborg, nao deixe de conhecer o Knud. Ele faz uma perfeita mistura entre ser superpresente e te deixar completamente à vontade e livre. Ficamos hospedados na tal casinha e de manha ele vinha nos encontrar pro café da manha, trazendo umas coisinhas boas de comer. "May I come in? You were not making love...?" Hehe. Fizemos um bom city tour com ele. A cidade é bem simpática, o porto bem colorido de barquinhos e veleiros, uns com cara de navio pirata.

Knud trabalha como professor substituto e como motorista de táxi, também substituto. :o) No resto do tempo viaja por aí afora, tirando retratos das pessoas. Tirou um de mim bem bonito, modéstia à parte, vou colocar ele aqui.



Os outros retratos voce pode ver no site dele.

Também foi um prazer conhecer a Birgit, uma docura de gente. Eles sao um casal bem bonito e belos exemplos de que cabeca e que cara (e corpo!!) a gente pode ter aos 50 e poucos... :o) Eu e a Birgit combinamos que na próxima vez em que eu for a Svendborg vou à aula de danca do ventre com ela, e quando ela vier a Paris, vai ao aikido comigo. Por enquanto fiquei de mandar um CD de música francesa pra ela treinar o idioma...



Esperamos ve-los de novo em breve, foi muito gostoso!

Jantando com Knud e Birgit no melhor estilo hykelig... Acho que a traducao em português é tipo gostosinho e confortável...

As muitas casas do Knud

Knud é tão hospitaleiro que precisa de muitas casas!!! Uma onde mora com Birgit, sua namorada, uma casa de verão que estava reservada para Jim, um amigo inglês viajador do mundo em tempo integral, e... uma outra casinha de verão, da amiga Jane, onde ficamos. São casinhas só pra se passar o verão sem muita infraestrutura mas muito simpáticas, assim meio de boneca, e com grandes jardins. A do Knud é lindona, em cores da Guatemala.



Jantamos com Knud e Birgit depois de fazer um city tour na cidade de Svendborg, um belo sol, um centro bem animado... Ficamos olhando as pessoas e escrevendo cartões postais, que obviamente ainda não conseguimos botar no correio... Knud nos fez um jantar vegetariano muito bom, perfeito pra neutralizar os hot dogs e hambúrgueres que andamos comendo, hehe. Depois escrevo melhor sobre eles, que merecem mais tempo.

Agora estamos na casa da Anja e do John, em Sakskøbing, depois de uma grande aventura meteorológica... Mas isso também fica pro próximo capítulo, vou pra sala conversar com nossos novos anfitriões, tchauzim.

Æerø



Vou tentar recuperar o tempo passado... Bem, no sul de Fyn, batendo nosso recorde de quilometragem diária, 67km, dormimos em um jardim muito bonito, assim meio selvagem. Nos fundos, uma área pra acampar. Mas sem banheiro... Estava calor e deu pra tomar um banho de gato ao ar livre mesmo. No dia seguinte uns quilometrinhos leves chegamos a Faaborg, onde pegamos o ferry boat para Ærø. No caminho conhecemos Stef, um suíco pra lá de simpático, também viajando de bici. Acabamos fazendo o caminho até Ærøskøbing juntos, e nossos anfitriões ofereceram seu jardinzinho pra ele colocar a barraca. Foi um encontro bem especial, esperamos vê-lo de novo!

Olha o Stef bem pequenininho lá atrás... Melhores fotos mais tarde...


Em Ærøskøbing fomos recebidos por Leonarda e Thomas, um casal de lituanos bonitinhos e um pouco tímidos. A cidade parece um pouco Paraty, um pouco mais arrumadinha, mas só de dia, porque depois do pôr-do-sol... nem um gato pra chamar de pardo...

Thomas trabalha como dentista e Leonarda está escrevendo uma tese, mas estão doidos pra voltar pra casa. É muito bonitinho mas... enfim, eu acho que também não gostaria de morar nem em Paraty, se o inverno fosse duro e longo como aqui!

Passamos duas noites lá e o Thomas já virou consumidor fanático de empadão, hihi. Quem sabe a próxima que vamos comer juntos não será na Lituânia? Eles disseram que é bem plano!

Esta é a Capri, que era muito bonita mas nao saiu muito bem na foto... A de trás, né? O cachô da frente é o David!


Leonarda, Thomas e eu, com minha "coiffure qui déchire"