22.1.08

O que faz uma noite de maracatu



Taí o resultado de tantas horas de maracatu... Nem o cafezinho do Siba não deu jeito.



(f)

Voilà une photo pour confirmer le post de david, Édis (aussi connu comme Helder Vasconcelos), entouré de photographes et cinéastes réputés !!! :o)

(f)

Helder au Maracatu Rural de Nazare


Après ces deux jours de plages, nous rentrons sur Récife où vivent nos hôtes, Lau et Helder.
Helder est natif du Pernambuco, musicien, compositeur, acteur, danseur reconnu. Il fut un membre fondateur du groupe Mestre Ambrosio qui a tenu un rôle fondamental sur la scène culturelle Brésilienne des années 90 et a influencé fortement toute une génération avec sa musique très liée à la tradition Pernambucaise. Son travail est nourri de longues années de pratique du Cavalo Marinho et du Maracatu Rural (théâtre populaire, traditionnel du Pernambuco et cortège lié au carnaval pernamboucais). Bref... www.myspace.com/heldervasconcelos. Sinon pour moi, c'est aussi une personne adorable, attentive, drôle, chaleureuse, débordant d'une énergie simple et généreuse. Et c'est avec lui, naturellement que nous avons assisté à notre premier Maracatu Rural, lors d'une répétition d'un cortège dans la petite ville de Nazaré da Mata, à une heure de Récife. La musique, les danses, les chants commencent le soir et finissent au petit matin pour les plus braves. Cela ressemble, pour le profane que je suis en culture musicale, à une suite de rythmes simples et répétitifs, interprétée par une composition instrumentale de tambours, cuivres, agogos, mineiros, cuíca, qui entraine le cortège de danseurs formé de plusieurs personnages.

(david)

Boa-vida em Serrambi

Encore à Serrambi... petite sieste à deux pas de la plage...

16.1.08

SERRAMBI, littorale sud de Récife


Helder et Laurinha sont venus nous chercher à l'aéroport de Récife pour nous conduire directement à la plage de Sérrambi où ils passent quelques jours de vacances chez leurs amis musiciens Antonio et Rosane, qui ont loué pour les vacances d'été une "petite propriété" en bord de plage... Immersion radicale dans la grosse chaleur de l'été pernambucano, état du Nordeste du Brésil. Malgré une bonne brise marine qui tempère les fortes températures de cette côte brésilienne, le soleil presque équatorial est plus que redoutable pour nos petites peaux blanchâtres à peine remises de ce décalage thermique de presque 30°... Crème solaire niveau 30, chapeau et teeshirt, n'empêcheront pas les coups de soleil des premières expositions sur le dessus des pieds, ouïe! J'allais quand même pas rester en basket!


(Davi) ici tout le monde prononce Davi, então vô assinar assim, visse?

La première différence

J'avais raconté en portugais mes vacances auditives au Danemark. Une des choses qui m'ont le plus marquée c'est le silence. Un silence incroyable. Même dans les villes. Pas de musique ou "musique chaque fois que l'on rentre dans un commerce", pas d'histérie automobile, klaxonner, c'est pour les cas bien graves. Parfois je m'arrêtais sur mon vélo pour écouter ce silence.

Au Brésil... et bien... je vous laisse deviner...

Pernambuco illustré

Une carte de Pernambuco que j'ai trouvée sur un site de location de voitures.



http://www.asabrancalocadora.com.br

Pernambuco a 8 millions d'habitants et la capital, Recife, plus ou moins 2 millions. Recife est à 8º de l'équateur et il fait chaud toute l'année...

NOUVEAU VOYAGE...

Il y a déjà presque deux ans que j'ai promis de nouvelles photos du Danemark qui ne sont jamais arrivées.
J'ai pensé plusieurs fois à écrire sur nos chemins à Paris, qui sont aussi parcourus à vélo, et parce que mes chers lecteurs sont plutôt des brésiliens... mais je n'ai jamais fait non plus.

Maintenant nous voilà de retour, sans les vélos, pendant un voyage au Brésil. Et donc cette fois j'essayerai d'écrire (plus souvent) en français.

Le voyage se passe plus précisément à Pernambuco, dans la région nord-est du pays. Sur la carte c'est la petite bande verte plus ou moins en forme de "queijo de coalho" (plus d'explications plus tard...).



Nous sommes arrivés le 2 janvier...

(fla)

6.9.06

Ele voltou!

Achamos o famoso memory stick perdido! Breve novas e últimas fotos da viagem...

1.9.06

Iô

Novas fotos não tenho... Mas tenho aqui essa ilustração lindinha da nossa amiga Iô, que vai muito bem com o assunto.


Novas fotos não tenho... Mas tenho aqui essa ilustração lindinha da nossa amiga Iô, que vai muito bem com o assunto.

E aproveitando deixo o contato dela, no caso de você precisar de uma ilustradora: é ionit(arroba)uol.com.br

29.8.06

Nuevas fotos desde Madrid

¡Unas fotitas que nos envió Carlos!





Pano na cabeça

A Anna perguntou como é que se amarra o pano na cabeça.

Aqui em Paris é bem comum, acho que é porque tem muitos africanos e também porque ninguém presta muita atenção nos outros, é difícil alguém ficar chocado E demonstrar... Só provoquei reações uma vez que saí de melissa (sandália de plástico) e me olharam bem esquisito: aqui só se usa pra ir pescar ou pra ir à praia de pedrinhas... eu nem sabia que servia pra isso.

Mas voltando ao pano: esse aí eu amarrei com um nó atrás, deixando duas pontas iguais e prendi as pontas, depois de dar uma volta na cabeça com cada uma, enfiando por trás do nó. Tem uns lenços que é melhor enrolar como uma faixa de paciente de lobotomia e prender a última ponta por dentro... :o)

Tenho uns lenços que são bem largos e amarrei umas vezes só cobrindo uma vez a cabeça, daí torcendo o que sobra em baixo e enrolando como um coque, acima da nuca. Deu pra entender?

Os meus dois segredos básicos são: amarre um pouco pra baixo na testa e depois suba até o lugar onde você quer, eu normalmente deixo aparecer o "bico" do cabelo. Se você já amarra onde quer que fique ele fica meio mole e você passa o dia com a cabeça tensa, tentanto manter o lenço no lugar...
Se você acha que ficou interessante na primeira vez não desamarre pra corrigir os erros! Normalmente a primeira vez é melhor! :o)

Depois das receitas, conselhos de moda, vejam só. Na próxima espero poder contar como perdi os quilos que ganhei na viagem comendo cachorro-quente com fritas...

27.8.06

Shhh...

Falei da segurança mas esqueci de falar de uma outra coisa que me marcou muito, desde a primeira vez que fui à Dinamarca: o silêncio.

É impressionante. No campo é do tipo que você nunca ou raramente ouviu antes. Não é como o silêncio do campo no Brasil, onde é muito mais selvagem e tem muito mais bichos, e tem sempre alguém cantando, uma criança chorando, uma porteira rangendo... Em alguns lugares eu parei pra ouvir o nada.
E nas cidades também é impressionante. Pra começar, foram ótimas férias da tirania da música, forte no Brasil e em Paris: impossível ir a um restaurante ou supermercado sem que esteja tocando música ou "música"... Tem até uns lugares onde as pessoas põem autofalantes no lado de fora das lojas, ui.
Pois na Dinamarca não tem música no supermercado, iupi! E na única vez em que fomos a um restaurante além de apreciar a comida ouvimos os nossos amigos falarem, o barulhinho dos copos, uma delícia.
Não tenho nada contra comer com música, acho ótimo, o problema é que virou uma obrigação.
Outra coisa que você não ouve lá é buzina. Só buzinam se for muito grave. Mesmo em Copenhague.

As outras coisas que me marcaram lá são:

A beleza das cores. Não sei o que a luz tem de diferente mas as cores são muuuito bonitas, supervivas.

E a simpatia das pessoas no comércio. Uma simpatia genuína, não é de educação, não...

A empada e os pancitos!

Falei que era a sessão da empada mas esqueci de contar o resto... Quando voltamos do aeroporto e fizemos aquele jantar pra Michala e a Karen fizemos... uma empada, claro. Mais uma. E naquela reunião onde o nosso amigo Martin nos seduziu com mais uns artigos indianos eu também fiz... empadinhas! E com a massa e recheio que sobraram uma empada que nos alimentou 3 dias.

Tão econômico e prático assim, vou passar a receita pra vocês também!

Empada da Carol

500g de farinha (na última misturei branca e integral)
200g de manteiga
sal (é legal com sal mais grossinho)
Misture até ficar com cara de farofa, usando só os dedos. Aí ponha...
1 ovo
E se não for suficiente pra colar tudo, vá colocando água mas assim só um cadinhozinho. Só o suficiente pra ela ficar maleável.

E o recheio é do que você quiser. A melhor que fizemos foi de alho-poró e bacon.

E agora os famosos pancitos da Susan:

Pancitos da Susan

300g de farinha
5 dl água morna
50g fermento fresco
1 dl de semente de linhaça
1 dl de pippas (não sei o que é...)
2 dl de müesli
1/2 dl de xarope de açúcar (?)
1/2 de óleo
2 colheres de aveia
200g de farinha Graham (que também não sei o que é)
1 dl de coco ralado
2 colherinhas de sal
(bem, as pippas você pode simplesmente ignorar, se também não souber o que é, e a Graham pode substituir por uma outra, ou fazer só com farinha branca, eu acho...) Essa receita tá bem assim do meu estilo, hein?

Juntar água e fermento. Juntar o resto e amassar bem. Deixar crescer até o dobro. Fazer os pãezinhos (dá 16) e deixá-los em uma placa coberta com papel manteiga. Deixar crescer 20 minutos, pintar com ovo e assar a 220° durante 15 a 20 minutos.

Detalhes técnicos

Ai, fiz uma confusão aqui! Queria mudar a ordem das mensagens, pfff, fiz um monte de bobagem, mas acho que voltou tudo mais ou menos ao normal...

Hoje a Mairah me mandou um email perguntando sobre alguns detalhes, então resolvi colocar as respostas aqui, mesmo se a nossa viagem tá longe de ser uma aventura, hehe. Mas se pode ajudar outros marinheiros de primeira viagem, por que não?

Falando em aventura, logo antes de irmos viajar o David comprou o dvd de um casal que percorreu a África a pé, durante 3 anos. É bem legal mesmo. Eu não gosto dessas coisas desafiadoras tipo atravessar sozinho o pólo norte, mas a viagem deles, ou pelo menos o filme da viagem é num tom super agradável e parece até que você também poderia fazer a mesma coisa... :o) Tá aqui o site deles se você quiser dar uma olhada: Africa Trek

Hospedagem

Em 5 lugares fomos hospedados por pessoas do Hospitality Club: Vejle, Svendborg, Ærø, Sakskøbing, Rudkøbing. Todas foram boas experiências, mas algumas foram especiais, como já como já contamos antes.

Hospitality Club
www.hospitalityclub.org

O HC é um site criado por um fulano que acredita que se as pessoas se conhecerem por aí afora a paz no mundo pode ser possível. Então a idéia do site é facilitar as viagens: algumas pessoas oferecem hospedagem, outras não podem ou não querem hospedar mas podem te convidar pra jantar, podem dar informações, fazer um city tour, etc.
Tudo é GRÁTIS e você não é obrigado a nadinha de nada.
Funciona assim: você faz a inscrição e espera que ela seja aprovada: um voluntário vai verificar se você é mesmo uma pessoa, por questões de segurança. Daí você faz o seu perfil, onde diz do que gosta, que línguas fala, as viagens que fez etc e as pessoas podem consultar seu perfil, ou pelo lugar ou por essas informações e muitos mais outros caminhos. No seu perfil você pode ver quem veio olhar sua página, receber suas mensagens (você escolhe se torna seu email público ou não, mas de qualquer forma a mensagem chega pra você no seu email também) etc. Quando você olha o perfil das pessoas pode também ver se alguém fez comentários sobre ela.
Tem também um fórum onde você pode colocar mensagens sobre os seus planos, mas o que funciona melhor é mandar mensagens diretamente às pessoas. Foi o que eu fiz e recebi respostas na grande maioria das vezes e quase todas positivas.
Se você se inscrever, meu perfil é flaviatavares e o do David é cobidav.

Hotel, albergue?

Não ficamos nenhuma vez. A Dinamarca é bem cara, mesmo quando estamos com euros.
Ficamos um dia num camping, logo que chegamos, porque estava chovendo, estávamos um pouco desorientados, e custou 20 euros, um absurdo.
No mapa que tínhamos só tinha os campings desse tipo. Mas existem os "tent sites" que custam normalmente 20 coroas por pessoa, ou seja, menos de 3 euros.
Não conseguimos comprar um mapa da dinamarca inteira com essas indicações. Mas a cada lugar que chegávamos íamos ao treco de turismo e tem normalmente uns mapas grátis que têm isso. Os campings normais têm sinalzinho como uma tenda de índio americano. E os "tent sites" são uma barraquinha triangular pequena.

Na Dinamarca é proibido fazer camping selvagem...

Quantos quilos?

Eu tinha só 11 kg. O David tinha 10 nas bolsas, mais a mochila com câmera e outras coisas, também no bagageiro, e a barraca amarrada na cestinha na frente. Não usamos tudo o que levamos, mas faltaram algumas coisas básicas, tipo sapato fechado!!! Távamos só de sandálias e havaianas e quando chove não faz assim tanto calor!

Chuva!

Pegamos uma chuva bem longa um dia e ficamos bem molhados. Eu pus só o blusão de chuva, tinha uma capa mas nunca tinha usado, é meio trambolhenta, fiquei com preguiça. mas acabei usando em Copenhague e é jóia, não molha as pernas, muito bom. Só que v se sente um microônibus, e é bom ter um espelho retrovisor porque é difícil de olhar direito.... :o)
A capa é tipo um poncho mas fechada mesmo de todos os lados, assim como uma saia. E tem umas fitas por dentro pra você passar as mãos, então elas também ficam protegidas, é bem boa mesmo.
Eu estava com uma calça do tipo seca-rápido, com 2 zípers pra fazer 3 tamanhos de perna diferentes. Faltou levar uma outra calça, em caso de mais de um dia de chuva... no dia seguinte tava aberto, saímos só com os shortinhos de ciclista, é bunito! :o) Mas são realmente indispensáveis, eu acho. Compramos o mais barato que achamos e foi bem bom, não ficamos com dor na bunda nem um dia.

As nossas bolsas não eram super impermeáveis então colocamos sacos de lixo por dentro e um outro que cobria tudo, preso com um elástico jóia que são quatro elásticos juntos, faz tipo um leque, bem práticos. Pra uma viagem longa vale a pena ter bolsas impermeáveis de verdade.
A minha bolsa foi a Justine que me emprestou, é bem legal. Tem por cima uma mochila destacável.
Vimos várias pessoas que tinham mochilas também na frente, presas na roda da frente. No geral quase todas as pessoas que vimos tinham mais bagagem do que a gente.

Que mais...? se tiver outras perguntas pode mandar.

Ah, sim:

Bicicletas

Quando comprei a minha bicicleta ainda não sabia andar (pois é) e a Justine foi comigo pra levar a bichinha até minha casa. Ela estava se preparando pra ir fazer uma viagem de bicicleta na Lituânia e Letônia, e perguntou ao fulano da loja qual seria uma boa bicicleta pra isso e ele mostrou uma lá que podia fazer tantos dias com tantos quilos e eu perguntei "e a minha?" e ele disse "Ah, essaí no máximo uns 3 dias com 5 kg!"
Pois agora ela tem 2 anos e foi com ela mesma que fui e ela se comportou muito bem. A do David também é assim das mais baratas. Não tivemos nenhum problema e não furamos nenhum pneu!